sábado, 6 de junho de 2009

Bem perto da seleção verde e amarela





Estivemos bem próximos da seleção verde e amarela no momento em que os jogadores e o treinador brasileiro se preparavam para partir atrás de mais um desafio. A idéia era entrevistar os personagens sobre a expectativa para a Copa das Confederações e para a Copa do Mundo do ano que vem. No final do vídeo você vai perceber um certo "mal estar" pelo volume alto da voz de alguém da comissão técnica. Falava num dialeto africano. Isso possibilitou a compreensão. Mas como, para um bom entendor, um pingo é letra, a gente saiu de perto.

Estamos falando da seleção da África do Sul, comandada pelo brasileiro Joel Santana. Ele mesmo admitiu que gostaria de ceder entrevistas ao vivo para a TV Bandeirantes, veículo que represento no continente por esses dias. Mas disse Joel que "forças maiores" impedem isso.

De qualquer forma, estamos por aqui e você, claro, vai tendo todos os detalhes do nosso trabalho. Grande abraço e até mais. Fiquemos com Deus.

Estádio histórico para a Copa das Confederações


O Ellis Park, em Joanesburgo, nasceu em 1928. Tinha capacidade para menos de 60 mil expectadores e hoje acomoda mais de 70 mil. As obras no estádio - que hoje, oportunamente é chamado de Coca Cola Park - não param. A expectativa é a de que ele esteja preparado para mais uma parte importante da sua história. E são muitas (vídeo conta um pouco).
Em 2001, 43 torcedores morreram quando mais de 3 mil pessoas tentavam entrar no estádio que já estava lotado. Em 1995, a África do Sul tornou-se campeã do mundo, jogando nesse estádio. Foi o título mundial de rugby, que deverá virar filme do ator e diretor Clint Eastood, tendo Morgan Freeman no papel principal. O filme, dizem, tem tudo para concorrer ao Oscar e vai ser lançado no final do ano.
Agora, o Ellis Park está se arrumando para a abertura, uma das semifinais e a final da Copa das Confederações. Além, claro, de receber as partidas de rugby do campeonato nacional, uma paixão na África do Sul. E, ainda, jogos da Copa do Mundo, ano que vem.
Temos histórias para contar e para dividir com os amigos. E sejamos felizes !

Fotos e vídeos da África do Sul


Olá, amigos. Já estamos há 3 dias na África do Sul. Belas imagens também têm nos acompanhado nessa missão "Copa das Confederações". Anexei um vídeo sobre um anoitecer no estacionamento de um dos Shoppings da cidade. Aqui, estampo uma curiosidade. (Veja o vídeo).

Pelas andanças por Joanesburgo, vamos revelando detalhes de uma cidade - talvez uma das mais ricas de todo o continente - e temos a sensação de que a África é um lugar esquecido pelos direitos humanos, ONU - Organização das Nações Unidas - e tudo o que mais poderia ajudar.

É um lugar onde as pessoas têm medo - as casas são bem protegidas por cercas elétricas - onde as diferenças sociais são gritantes - já disse que os negros, a maioria da população (80%) são submissos aos demais moradores - e onde parece haver pouca perspectiva de mudanças.

Mas também tem coisas boas e eu vou continuar essa aventura por aqui, postando tudo no blog para quem quiser acompanhar. E sejamos felizes.


quinta-feira, 4 de junho de 2009

A história sendo contada


Tenho o privilégio de hospedar-me em um hotel de 1825, aqui em Joanesburgo, na África do Sul. É a tradição de um prédio centenário que vai viver páginas emocionantes de sua história. Aqui, no Sunnyside Park Hotel, está hospedada a delegação da África do Sul, anfitriã da Copa das Confederações, que começa em poucos dias. Nessa equipe, o comando é do brasileiro Joel Santana.

Se o Brasil conseguir o primeiro lugar na primeira fase da competição, também vai hospedar-se aqui na sequencia da competição. Algo para esperar e torcer.

A cor que promove diferenças


Tem dois dias que cheguei à África do sul. Tempo suficiente para perceber diferenças que machucam os olhos, a alma e o coração. Pelas ruas da cidade, é fácil perceber a presença de pessoas pedindo esmolas pelas ruas. Até aí, algo do qual estamos acostumados, aí no Brasil. Nos restaurantes, pessoas servindo e pessoas sendo servidas. Sem novidades, também. O detalhe é que a posição de privilégio é ocupada pelos brancos. Os negros é que encontram-se no estado de miséria e de um ser serviçal - perdão pelo trocadilho. Parace-me que a escrivão, mesmo que velada, continua na África do Sul. Para os negros, a impressão é de conformismo pela situação. Ainda mais que a África do Sul é - sem dúvida - o país mais rico do continente. A fonte de esperança de quem serve e de quem serve. E assim, movimenta-se a economia.

As diferenças se movem ao campo esportivo. Os "brancos" adoram o rugby. Os negros são apaixonados por futebol. Os negros são quase 80% dos habitantes da África do Sul. Daí, concluímos o clima para a Copa das Confederações e para a Copa do Mundo, ano que vem.

Só que há um detalhe. O país é extremamente violento. Embora haja intenção, das melhores, em realizar eventos memoráveis, as cores promovem diferenças radicais. Que são sociais, economicas, religiosas. E o pior, todos saem perdendo.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Nessa longa estrada da vida ....


O começo da caminhada rumo ao sucesso, às vezes, surpreende. Ele partia só, do banco de reservas com direção ao túnel que dava acesso aos vestiários do Morumbi. De cabeça baixa, de andar tranquilo e de uma certa sensação de bem estar pelo dever cumprido, caminhava descompromissado.

Em outro extremo, no momento crucial para a captação de importantes depoimentos de jogadores ao término da partida, o repórter faz um sinal com a mão, na esperança de chamar a atenção daquele que havia sido a principal figura do campo de jogo.

Marlos desvia-se do trajeto inicial, aguarda a conclusão da entrevista que o goleiro de sua equipe - o também jovem Dênis - acaba de conceder para aí, então, atender ao apelo do jornalista. Espera mais um cinco minutos, até que conseguem entrar ao vivo no Terceiro Tempo (da BAND) onde é comparado com Rivellino, pelo experiente apresentador.

Finalmente, durante a entrevista (concedida à esse profissional que vos escreve - e à Milton Neves), o menino sorri, solta-se um pouco mais daquela timidez que impressionou desde a chegada dele ao São Paulo, dia desses. Assim, levo a primeira boa impressão do jovem Marlos: humilde, atencioso. E, segundo Muricy Ramalho, um jovem de personalidade.

Chegou, jogou muito, atendeu à todos e deu - aos sãopaulinos - a esperança de que 2009 pode ser tão positivo como tem sido os últimos anos do tricolor paulista. Marlos é o nome da esperança. Parabéns pelo começo de trabalho. E continue assim, nessa longa estrada da vida...