terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Edmundo, um grande sujeito


Estou aprendendo a conviver com Edmundo, embora tenham sido poucos os contatos que tivemos até agora. Semana passada, ele emocionou à todos durante uma matéria que estávamos produzindo para o dia do clássico entre Palmeiras e Corinthians. Falando para crianças de uma escolinha de futebol, antes de bater bola com as crianças - ele e o Neto - Edmundo quase levou todos às lágrimas. Ele foi. Chorou a morte recente do pai e falou às crianças da importância dos pais na vida de cada um.
Edmundo é um sujeito comprovadamente temperametal - sobretudo, nos tempos de jogador foi assim. Mas por de trás daquela figura marcada há um grande sujeito e um enorme coração.
Espero que ele siga por muito tempo conosco, na equipe de esportes da BAND. Que a BAND consiga mante-lo porque é um grande nome, uma enorme pessoa e um profissional que está moldando-se ao padrão de televisão.
Que consigamos. Assim, todos vamos ganhar.

A diferença entre os líderes



Não é o caso de comparar quem está certo ou não. Nas fotos, observamos dois ídolos de perfis completamente distintos, mas de grande importancia para seus clubes e torcedores. Mais que isso. Rogério Ceni e Marcos são dois atletas de personalidade ímpar e de caráter igualmente elogiável.
No último dia 22 de Janeiro, Rogério Ceni completou 37 anos de vida. Ninguém conseguiu uma foto dele sendo `atacado` pelos companheiros de trabalho na tradicional brincadeira de ovo e farinha, como observamos com o Marcos e, costumeiramente, com todo e qualquer atleta em uma agremiação.
Não posso revelar a fonte, mas um jogador do elenco do São Paulo revelou-me que as comemorações com o capitão resumem-se em uma frase singela e um diálogo igualmente simples. `Parabéns, chefinho`, dizem os jogadores.
Rogério Ceni atingiu um estágio dentro do São Paulo que ele é uma espécie de cicerone para os altetas recém contratados, e a referência para todos - novos e antigos. Ele foi o primeiro a voltar das curtas férias. Nos treinos, quem chega mais cedo e deixa os trabalhos mais tarde.

O desafio de Roberto Brum


Um grande papo, um grande desafio às vesperas do clássico entre Santos e São Paulo, pelo campeonato paulista. Roberto Brum, segundo ele mesmo, é campeão europeu de `totó`, ou pebolim, como queiram.
Ele faz um desafio, oferece um prêmio grandioso para quem conseguir derrotá-lo no futebol daquela mesa. Estou quase querendo aceitar esse desafio. Ainda tenho algumas horas para decidir. Talvez dê um grande jogo, recordando meus tempos de criança.

Lincoln talvez não seja a solução


A não ser que o Palmeiras esteja prestes a perder Cleiton Xavier ou Diego Souza. Fora isso, não justifica o investimento para trazer o meia Lincoln, em litígio na Turquia. Não esta em questão a qualidade deste mineiro que há mais de 8 anos vive no futebol europeu e que sonhou, em 2005, em estar na Copa do Mundo do ano seguinte.
Conheci Linconl, pessoalmente, quando ele defendia o Shalke 04 de Gelsenkirchen, na Alemanha. Lá, o meia tinha vida de rei, mordomia salarial - mesmo com o imposto comendo 51% dos seus vencimentos - e reconhecimento do clube e da torcida.
Na época em que estive na casa dele, naquela cidade, Linconl tinha 28 anos de idade. Portanto, 5 anos mais tarde, está prestes a completar 33 anos de idade.
Seu tempo de estrada e experiência internacional podem transforma-lo numa grande opção para Muricy Ramalho. Além disso, ele é um atleta que preza pela disciplina, tanto pessoal como tática. Agora, o que o Palmeiras precisa é de, pelo menos, mais um atacante.
O problema - vejo assim - é ter um time que não é seu. Normalmente, quando um investidor é quem comanda tudo, a tendência é de que a parte financeira fale mais alto. E aí, amigo, queiram ou não, assim será. E a Traffic não é diferente.

Futebol & Gastronomia. A vez de Santos


A cidade é uma das mais, ou talvez a mais importante do litoral paulista. Santos tem vida própria e não depende, necessariamente, do turismo para sobreviver. Na minha área, a ida à Santos deve-se mais por questões profissionais do que a lazer, é claro. Mas nas raras oportunidades em que sobra um tempo, consigo desfrutar de algumas boas dicas. Uma delas é o Café Carioca, ponto tradicional de encontro de jornalistas e intelectuais, bem no centro da cidade.
Os pastéis são o ponto alto do lugar, disputados por dez em cada dez fregueses que frequenta a casa, geralmente lotada. Peça aquele que seu paladar te convencer. Todos são maravilhosos. O de carne é o tradicional. Mas, para uma região de praia, não poderiam faltar os pastéis de camarão e de siri. Eles também disponibilizam o pastel de carne seca com catupiry. Vale a pena.
Como vou à trabalho, fico no refrigerante ou suco. Mas vejo muitos frequentadores desfrutando de uma cerveja bem gelada.
Se você não for adepto às frituras, peça um lanche de rosbife. Indiscutivelmente, um dos melhores que já provei em toda a vida. Uma dificuldade - tem que haver alguma - é achar vaga para estacionar nas proximidades. Aliás, esse é um dos problemas de toda a cidade. Mas com insistência, você será recompensado.
Abraço e bom apetite.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Roberval Davino. Um técnico de primeira linha que perambula pelo Brasil


Acabo de receber a informação de que meu amigo Roberval Davino está em Santa Catarina, sul do Brasil. Ele é um dos mais competentes treinadores de futebol que conheci nesses mais de 20 anos pelos gramados da vida. Davino é capaz de campanhas memoráveis em clubes modestos, de poucos recursos e muitos sonhos. foram vários desafios e enormes sucessos alcançados.
Um sujeito de fala mansa, mas de uma sinceridade ímpar nesse mundo da bola que, pásmem, não é esse paraíso que a imprensa faz parecer para a opinião pública.
O professor Davino, de indiscutível competência profissional é um excelente contador de histórias. Certa vez, depois de algum tempo sem nos encontrarmos, surgiu a oportunidade quando ele dirigia o Mirassol, no Campeonato Paulista. Naquela oportunidade, há mais de um ano, recebi um livro que contava grandes causos vividos por ele. Agora, o professor me informa que vem livro novo por aí. Aguardo, com ansiedade, pela novidade. E prometo traze-la aqui para meus amigos.
Roberval Davino. Se você ainda não procurou saber o trabalho desenvolvido por ele, tenha um pouco de paciência e vasculhe na internet. Você vai entender que as injustiças, no futebol, não estão só dentro das quatro linhas. Se lá, no gramado, tem muito craque que não consegue brilhar e alguns pernas-de-pau fazendo sucesso, saiba que no banco de reservas, ali, naquela área técnica, a coisa não é diferente.
Pena, professor, que o mundo da bola e redondo, mas nem sempre, correto.
Boa sorte e até logo mais.