domingo, 14 de junho de 2009

Estamos de olho....

A bola vai rolar em instantes. Com a história do fuso horário e tudo mais, além da expectativa da estréia, vamos vivenciando a ansiedade das pessoas, o "clima" que vai tomando conta da África do Sul. Cerca de 640 mil ingressos foram colocados à venda para toda a competição.
Ontem o presidente do país acompanhou o treino da equipe. Mandou mensagem do maior herói nacional, hoje com 94 anos, Nelson Mandela. O prêmio Nobel da Paz disse que fará força para comparecer ao estádio, mas se não for possível - por causa da idade - estará torcendo para seus compatriotas.

Todos sabemos que a África do Sul não é uma das favoritas ao título da Copa das Confederações, mesmo jogando em casa. Mas a torcida para que eles consigam fazer um bom papel, transcende essa história de favoritismo. Tem mais a ver com a história desse povo.

É esperar porque a bola vai rolar.

Itália. Não é favorita, mas nem precisa.


Estivemos, nesse sábado, acompanhando o treinamento da Itália para a Copa das Confederações. Mais uma vez, os italianos chegam sem favoritismo. Mas eles já estão acostumados com isso. Em 2006, na Copa do Mundo da Alemanha, foi assim. E os italianos terminaram campeões.
Problema para o técnico Marcelo Lippi. O zagueiro Cannavaro, um dos principais líderes desse time - participou da equipe campeã do mundo, na última Copa - machucou-se e não enfrenta os Estados Unidos, nessa 2a. feira. O reserva dele, Logrotaglie, também está contuntido.
A Itália está no Grupo B, ao lado de Brasil, Egito e os Estados Unidos. Deve passar para a próxima fase e, numa projeção bem futurista, decidir seu destino contra a Espanha, que deve ser a campeã do Grupo A. Seria a chance de revanche da equipe tetracampeã mundial. É que na última Eurocopa, a Espanha eliminou os italianos para, em seguida, vencer a Alemanha e conquistar um título que não faturava há 44 anos. Teremos muitas emoções por aqui.
Ah, vale dizer que a cidade escolhida pelos italianos, Centurion, é uma paraíso distante 60 quilômetros de Joanesburgo. Um lugar tranquilo para quem não carrega favoritismo, mas de quem sempre se espera muito.


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sexta-feira, 12 de junho de 2009

Região para conhecer: Montanha de Magaliesberg

Hoje fiz uma viagem de carro que valeu a pena. Foram duas horas de estrada - 170 quilômetros entre Joanesburgo e Rustemberg. A missão era acompanhar o treino da Espanha, mas como o elenco não atendeu aos jornalistas estrangeiros, destaque mesmo para o lugar onde eles escolheram para começar os preparativos para a Copa das Confederações.
Rustemberg é a cidade sulafricana com o maior índice de crescimento. Também é uma das mais ricas. Em locais bem próximos à cidade, estão duas das maiores minas de platina do mundo e a maior refinaria, que processa ao redor de 70% da platina mundial.
Em africâner, uma das línguas do país, o nome da cidade segnifica "Local de Descanso". Certamente, nome dado antes da descoberta da mina e muito em função das lindas montanhas de Malaliesberg. Não repare no áudio, pode até tirar o som , para acompanhar o vídeo abaixo. Vale a pena. As imagens são lindas demais. Pena que, no local do descanso, só não tive tempo para descansar. Um dia eu volto, se Deus quiser. E sejamos felizes.


Vivendo e aprendendo


Confesso que hoje fiquei espantado. Estou vivendo, nos últimos dias, naquele que pode ser considerado por muitos - e não sem razão - o continente mais atrasado, esquecido, do planeta. Pois bem, conversando com nosso motorista por aqui, Jairos Shimi, descobri que a escola pública da África do Sul ensina, na grade curricular dos alunos, 9 línguas (dialetos africanos) além do inglês. Ele não quis acreditar quando eu disse que as escolas brasileiras alfabetizam apenas em língua portuguesa. "Mas o inglês é a língua universal", ponderou nosso amigo sulafricano. Fiquei sem resposta.

Para quebrar um pouco aquele "mal estar" que aquela conversa causou, resolvemos - eu e meu parceiro, André Alexandre - também ensinar algumas coisas para Shimi. Desculpe-nos as madames, mas já estamos há mais de uma semana por aqui.. Depois eu volto, falando mais sério. E sejamos felizes.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Os últimos serão os primeiros ... Diz o ditado

Chegou a última seleção que estava faltando para o início da Copa das Confederações. Acompanhei, de longe, o pouso da equipe no aeroporto internacional, Tambo, em Joanesburgo. Em seguida, depois de quase uma hora na alfândega complicada dos sulafricanos, essa seleção seguiu, em avião de menor porte, para o acanhado - já disse aqui - aeroporto da cidade de Bloemfontein.
Disponibilizei abaixo, um trecho da matéria que fizemos para a TV Bandeirantes, contando parte dessa história. E, como é a proposta do blog, tem coisas que a gente só fica sabendo aqui. Então, vamos lá. Quando me preparava para deixar o aeroporto - descendo uma imensa escada rolante - vislumbrei a alegria de três pessoas que faziam o caminho inverso. O sorriso acima da normalidade, forçou-me procurar entender aquilo. Na mão de um deles, o que parecia ser uma camisa da seleção brasileira de futebol. Foi tudo muito rápido, tentei subir a mesma escada, mas os alegres rapazes sumiram na imensidão daquele aeroporto.
Ninguém é capaz de tirar da minha cabeça que era um presente e que aqueles alegres rapazes estavam chegando junto com a seleção. Eram comissários de bordo, pilotos. Sejá lá o que for. Teria sido um grande depoimento. Não consegui encontrá-los mais. Ainda assim, fico feliz ao perceber como o Brasil é recebido, em qualquer parte do mundo. E sejamos felizes, sempre.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Foi com medo de avião

Confesso, sem medo, o enorme temor que tenho de viajar de avião. Certas vezes caminho tranquilo até a chegada saugão-aeronave, outras nem tanto. No vídeo acima (vc mesmo pode tirar suas conclusões) estava saindo de Bloemfontein a caminho de Joanesburgo, na última noite.

Chuva, frio, distância de 400 quilômetros - cerca de 4 horas - de estrada ou uma hora dentro do avião ? Bem, não tive muita escolha - você verá nas imagens - e segui para dentro de um avião com capacidade para cerca de 30 passageiros.

Lá dentro, não é autorizada a gravação de imagens, mas acho que o meu depoimento pode ajudar a entender o drama enfrentado nos 60 minutos adiante. Na decolagem, barulho terrível vindo do bagageiro, parecia desmontar tudo. O fone, usado normalmente pelos comissários para as tais instruções que ninguém ouve, estatelou no chão. E o vento forte, com a chuva que caia, encarregou-se do restante. Mas chegamos, e é isso o que realmente importa. O resto é história para contar. E sejamos felizes. E seguimos por aqui.