domingo, 31 de julho de 2011

O dever, em casa ou fora dela.

3 a 2. Um placar que sugere um jogo de emoção. E foi. Em Santa Catarina, o Avaí venceu a primeira partida em casa no campeonato brasileiro. E não foi qualquer partida. Foi contra o líder Corinthians. De virada. Ainda não suficiente para deixar a zona do rebaixamento. Mas uma vitória para dar confiança.
3 a 2 para largar a lanterna. Ainda não tirou o time da zona da degola, também. Mas devolve a esperança. Foi em Curitiba e o Atlético Paranaense trouxe o  Santos para o grupo dos quatro últimos. É bem verdade que a equipe paulista tem três jogos a menos que os concorrentes. Mas a posição incomoda – desculpe o trocadilho – incomoda.
E Ricardo Gomes não servia para o São Paulo, que coisa, hem? E o Vasco de Ricardo Gomes meteu dois a zero no tricolor, que jogava em casa. E Adilson Batista foi chamado de burro pela torcida.  Seria dele a burrice maior?
Dos grandes de São Paulo, só o Palmeiras ganhou na rodada. Derrotar o Atlético Mineiro não chega a ser uma surpresa.  Dos grandes do Rio, nenhum perdeu. E o Flamengo vai botar pressão, brigar pelo título.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

A placa e a memória.

José Macia, o Pepe, considera-se o maior artilheiro da história do Santos Futebol Clube. E é na linha de raciocínio dele. “Pelé é de outro planeta” argumenta o canhão da Vila Belmiro.  Na autoridade dos seus 450 gols, Pepe considera que o gol de Neymar - e, no final das contas o jogo com um todo – pode ser um sinal de esperança para o futebol brasileiro, que caminha para um estilo de jogo truculento, mais preocupado em se defender do que atacar. Pela memória, vê semelhanças com o futebol do mesmo Santos dos anos 60. Enquanto isso, a diretoria do Santos pensa em botar uma placa na Vila Belmiro pelo gol da rodada de meio de semana. Mais adiante, Pepe vai numa suposta mácula/ferida. “Não culpem as defesas pelos nove gols. Estávamos diante de craques foras de série, é praticamente impossível que um sistema defensivo consiga detê-los”, concluiu. Análise de um dos maiores atacantes que o futebol brasileiro já teve. Hoje, um senhor de 76 anos. Mas a história, os livros e os vídeos estão aí para comprovar os feitos e efeitos produzidos pelos chutes precisos do velho Pepe.
Cirurgia plástica corretiva no joelho de Luis Fabiano foi um sucesso. Adriano já aparece no gramado para seu trabalho físico. Ronaldinho Gaúcho está aparentemente mais magro e visivelmente disposto a voltar aos velhos tempos. Com Neymar voando por aqui, mais Lucas e outros não tão jovens como Rivaldo, cria-se uma expectativa em torno desse brasileirão. Tem tudo para ser um dos melhores dos últimos anos. Tomara que seja.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

A verdadeira força de marcação do nosso futebol.

Na noite em que Elano fez ressuscitar o fantasma recente da Copa América, o futebol levou a melhor. A cavadinha, na hora do pênalti, foi nada. Nem a maneira esnobe do goleiro adversário. A noite foi da genialidade. De placares dos velhos tempos, dos tempos de Pelé. Neymar, ontem à noite, fez gol de Pelé. E Ronaldinho Gaúcho fez o que muito flamenguista já nem acreditava mais que fosse possível. E o Santos estava 3 a 0 na frente, e o Flamengo – com Ronaldinho três vezes – foi quem sorriu. O único invicto do campeonato brasileiro segue invicto depois de um histórico 5 a 4 no palco que foi e é o eterno palco do Rei.
Longe dali, na capital paranaense, a lógica de um esporte que não tem lógica. O São Paulo aplicava 4 no Coritiba. Quatro a zero. E o coxa ainda teria um jogador a menos para presenciar essa história. E o São Paulo teve que lutar, e muito, para não perder os três pontos que estavam nos pés de um menino chamado Lucas e de um senhor que atende pelo nome de Rivaldo. Deu 4 a 3, ao apito final. Outro placar que lembra o placar dos tempos de Pelé.
Só nesses dois jogos 16 gols. E o sentimento só não é de alegria total porque fica a sensação de que 90 minutos é muito pouco diante do que eles tinham para mostrar. A rodada de ontem merece ficar na memória. Que sirva de inspiração.  Que a nossa força de marcação seja essa:  a força para marcar belos gols como aqueles que assistimos ontem à noite.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Quando vencer pode não ser um bom negócio

A goleada que engana foi registrada ontem, em Campinas, pela série B do Campeonato Brasileiro. O Guarani não vencia uma partida havia oito rodadas de um total de treze jogos. Não fosse a vitoria por 4 a 0 para cima do pior time do torneio, e o ânimo poderia ser um pouco maior. Ao menos psicologicamente, o Bugre está refeito para brigar. Ainda está na zona do rebaixamento. O mais próximo, entre os outros dezoito, do lanterna Duque de Caxias. E aí, da para comemorar?  Que essa vitória não engane.
A Portuguesa segue líder e no sábado faz um grande duelo contra a Ponte Preta, em Campinas – outro time candidato ao acesso para 2012. Não fosse o jogo do interesse – inclusive financeiro – e a série A poderia, muito bem, ter 30 ao invés de 20 clubes. Tenho saudade do Brasileirão dos anos 80.
Mestre Telê Santana teria feito, ontem,  80 anos de idade. A mesma idade que outro mestre, Zagallo, completa nos próximos dias. Em comum entre os dois: foram craques com a bola nos pés, vencedores como treinador e a personalidade... Só quem conviveu com essas feras para testemunhar. Merecem todas as referências.
Gravata solta. O Palmeiras, com sérios problemas financeiros, vinha brigando com o Corinthians há mais de 10 anos. Agora, ganhou a ação no caso do lateral direito Rogério, que deixou o alviverde para defender o alvinegro. O Palmeiras tinha direito a um percentual que não foi pago. Agora, terá que ser. O valor R$ 40 milhões.  Quem deve tem que pagar.

O bate-papo com um bi-campeão mundial. E o comando da seleção que vai mal.

Eu não havia nascido quando aquele senhor, hoje, de cabelos brancos e pausa nos gestos e na fala desfilou sua habilidade pelos campos de futebol do Brasil e do Mundo. Nos anos 50 e 60 ele era titular de qualquer seleção que o torcedor ousasse imaginar. Um meio campista de liderança absoluta e futebol preciso, quase burocrático em busca de perfeição.  Ele nasceu em Roseira, cidade do interior paulista, no Vale do Paraíba, está radicado em Santos, onde brilhou no time que tinha Pelé e companhia. Encontrei-me com Zito, o volante que, mês que vem, completa 79 anos de idade. É sempre um prazer a companhia tão agradável e de muitas histórias para contar. O mestre Zito , sempre solicito, falou dos amigos Pelé, Pepe e tantos outros inesquecíveis do nosso futebol. E ainda me disse sobre a vida de um ex-atleta de futebol. ”A carreira dá, mas a cabeça toma” disse o ex-campeão mundial  com a seleção brasileira nas Copas de 58 e 62.  “É preciso inteligência para viver depois que a bola para de rolar”, ensinou. E pensar que ele e muitos ex-jogadores não são aproveitados nos clubes aonde brilharam, escreveram a própria história. E pensar que muito atleta, hoje, erra sem saber que a vida vai lhe cobrar ali na frente. Zito tem vida financeira tranqüila, teve vida profissional irretocável. Deveria ser a inspiração e a aspiração dos mais novos. Pena que a nossa gente não tem como ponto forte valorizar a própria história.
Adeus a Sérgio Batista, depois do fiasco da Argentina na Copa América ele deve ser demitido do cargo de treinador da seleção daquele país. Fique à vontade, Mano Menezes, depois do fiasco do Brasil na Copa América ele já convocou a seleção para mais amistosos. E com novidades como Ralf, do Corinthians. E o Luis Gustavo. Quem? Eu não conheço. Falaram para ele que o negócio era renovação. Então, se segura aí que deve vir mais. 2014 ainda está longe e não teremos eliminatórias. Mas teremos que rezar, e  muito.

domingo, 24 de julho de 2011

Emperrou geral no alto. Lá embaixo também.

Nos extremos do campeonato brasileiro a prova viva do extremo equilíbrio dessa competição. Dos quatro clubes que estão no alto da tabela, os três primeiros tropeçaram. O Corinthians perdeu sua invencibilidade diante do Cruzeiro. O São Paulo ficou no empate contra o Atlético Goianiense e o Flamengo também empatou com o Ceará. Todos jogando sob seus domínios. O único vencedor entre os quatro primeiros foi o quarto colocado, o Vasco da Gama que derrotou o Clube Atlético Mineiro.  Detalhe. Jogando na casa do adversário. E, nesse caso, vingança pouca é bobagem. O destaque da partida foi Diego Souza. Ele marcou os gols da vitória cruzmaltina. O mesmo Diego Souza que, outro dia, foi mandado embora do Atlético Mineiro.
E segue a emperrada geral, agora na parte baixa da classificação geral. Dos 4 últimos, só uma vitória. Justamente o lanterna Atlético Paranaense. O Furacão bateu o Botafogo, jogando em Curitiba e, de quebra, botou uma corda no pescoço de Caio Júnior. O treinador pode perder o emprego com mais uma derrota à frente do alvinegro carioca. Outros que estão mal na tabela, provam os motivos dessa condição.  O Avaí tomou 3 a 1 do Internacional de Porto Alegre, em Florianópolis;  O América Mineiro recebeu o Figueirense e empatou sem gols e o Atlético Goianiense até poderia estar vibrando com o empate diante do tricolor paulista, no Morumbi. Mas pelo conjunto de sua obra, um ponto é pouco para quem está afundando na classificação. Só foram 11 rodadas até agora. Mas é aquela história. Em competição por pontos corridos, não adianta acumular lágrimas para depois. É chorar já ou reagir para não chorar depois.