segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Alguma coisa acontece nos bastidores do futebol brasileiro.

O Jornal Nacional exibe uma matéria de 3 minutos contra o presidente da CBF, Ricardo Teixeira – raridade. Quase ao mesmo tempo, divulga-se que os jogos das 18h30 e 21h00, nos finais de semana, terão seus horários alterados. No meio de semana, o jogo das 7 e meia da noite passa para as 8 e meia. Exatamente a proposta da maior concorrente da TV Globo – e pretendente aos direitos de transmissão – Rede Record. Alguma coisa, que não é pequena, está acontecendo nos bastidores do futebol brasileiro.
Passo a passo o São Paulo caminha na tentativa de diminuir os prejuízos com a contratação de Luis Fabiano. Após a cirurgia, o jogador deu uma caminhada de 45 minutos pelos campos do CT  tricolor. Muito pouco para quem sonhou vê-lo jogando desde o início do campeonato brasileiro.
O mesmo São Paulo anuncia que o bom jogador Ilsinho não deverá renovar contrato com a equipe. Ao que parece, os empresários querem negociar o atleta com o exterior. Mas um pulinho em outra equipe nacional não está descartado. Tanto que o São Paulo não vai relacionar o jogador para o duelo do meio de semana contra o América Mineiro. Assim, ainda pode jogar nesse brasileirão por outra agremiação. Futebol virou mesmo um grande negócio. Amor à camisa é só discurso de saudosista, mesmo.
Falando em saudosismo, os gols de fora da área, no último final de semana, fizeram relembrar Neto, Zico, Nelinho, Rivellino e tantos outros. E o gol olímpico do Ronaldinho Gaúcho, hem? Sim, aquela bola contra o Figueirense tinha endereço certo. Eu acho. E você?

domingo, 14 de agosto de 2011

Uma esperança nova, ou nova esperança de torcer pelo Brasil.

Nossos meninos são melhores que os meninos dos outros. Pelo menos, que os meninos espanhóis. Jogaço pelo mundial sub-20. Gabriel, Danilo, Dudu, Casemiro, Henrique e tantos outros. Assim, dá orgulho de torcer pela seleção. Determinação, habilidade e vontade.  E nos pênaltis – traumáticos ultimamente – os meninos jogaram como gente grande. Agora é passar pelo México e chegar à final. E chegar, quem sabe, à seleção de Mano Menezes, tão sem brilho nos últimos tempos.
Quanto vale um empate? Em campeonatos por pontos corridos, qualquer ponto vale muito. Mas as vezes, um empate tem cara, jeito e sabor de derrota. Não tivesse conquistado apenas um ponto contra o Atlético Paranaense, no Morumbi, e hoje o São Paulo teria amanhecido líder do brasileirão. Teria uma vitória a mais que o Corinthians que também jogou em casa e que também empatou. Só um ponto conquistado contra o Ceará, o alvinegro paulista perdeu a chance de disparar. E não foi pior porque o  Flamengo, hoje com os mesmos 34 pontos que o Corinthians também conquistou apenas um empate. Fora, contra o Figueirense. Resumo da ópera. 3 empates e os 3 primeiros do campeonato permanecem na mesma posição que estavam. Sendo assim, empatar não foi um grande negócio. Mas pelo menos fica um consolo. Se tivesse perdido, seria ainda pior.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A grande vitória de Mano Menezes.

O real motivo talvez a gente nem fique sabendo. Mas o fato é claro e notório. Itália e Espanha –adversários de peso para a nossa seleção – não devem cruzar o caminho tupiniquim nessa temporada de amistosos da seleção brasileira principal. Enfim, uma vitória de Mano Menezes. Jogar contra o Gabão é, digamos, bem menos difícil. Mas dessa ninguém por aqui pode se gabar. É ou não é? Eu não deixaria passar esse trocadilho previsível. Igual o esquema de jogo do treinador do nosso selecionado nacional.  Alguém falou Dunga, aí?
Adriano, o Imperador, revela que vai estrear no dia 07  de Setembro com a camisa do Corinthians. O jogo vai ser contra o Flamengo. Já imaginou se as duas equipes estiverem, como hoje, brigando a cada ponto pela liderança? Ronaldinho Gaúcho de um lado, o Imperador do outro. Com eles, juntos, voamos em uma Copa das Confederações e batemos asas de uma Copa do Mundo. Ambas, na Alemanha. Alemanha. ultimo amistoso, ultima derrota. Como o mundo da bola é pequeninho, não?
E Dorival Junior segue desempregado. Irá manter-se assim depois de mais uma rodada do brasileirão nesse final de semana? Quem viver verá.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Perder o jogo, sim. Mas o respeito, não.

Não quero ser saudosista. Mas o toque de bola do futebol alemão não é um toque de bola alemão. É brasileira aquela desenvoltura, aquele desprendimento do poder de marcação e aquele volume de jogo para cima de um adversário modesto, medroso, despretensioso. Pior que isso. As camisas não estavam invertidas. Aquilo tudo é sinal dos tempos. O Brasil já não é mais aquele Brasil que arrancava suspiros da torcida, calafrios dos adversários. Hoje, somos um time comum. Uma seleção com poder incomum de não mais empolgar. No que nos transformaremos, no futuro? Tenho medo até de pensar. Nosso forte nunca foi  a organização, o respeito, o fino trato. Seja com o torcedor, com o adversário, com as condições para a prática esportiva. Nosso forte sempre foi ali, dentro do campo, nos dribles, no destemor. Não temos mais isso. Somos um time de medo, de falta de criatividade, de ousadia. Não somos mais o Brasil de que tanto nos orgulhávamos. 
Perder para a Alemanha não é o fim. O fim é perder sem ter tido a chance de ganhar. No placar apanhamos menos do que apanhamos na bola. Os 3 a 2 foram uma mentira dos números para não nos deixar muito mais depressivos do que hoje estamos, de fato. Perdermos da Alemanha, mas já havíamos tropeçado em adversários igualmente tradicionais, mas igualmente temerosos de nosso poder de persuadir, com o bom significado do termo: bola nos pés, dribles e ousadia. Perder o jogo não é o problema maior. Faz parte do jogo (desculpe o trocadilho). Perder a dignidade e o respeito é o que verdadeiramente machuca.  Achar que eu estou exagerando é igualmente ruim.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

E se fosse você, o que faria ?

A CBF poderia dar à Zagallo, o único tetracampeão do mundo, um cargo eterno na Confederação. Poderia ser uma espécie de consultor. Palavras de Carlos Alberto Torres, o capitão do tri e de Gerson, uma das feras da seleção de 70. Mas não. Em 2006, a CBF demitiu Zagallo que essa semana completou 80 anos de vida. Se tivesse nascido lá fora, seria reverenciado eternamente, é o que pensa Paulo Cesar Caju, que acompanha Zagallo desde os tempos de jogador. E se fosse você. O que faria?
Nada de jogo no sábado as nove da noite ou domingo seis e meia da tarde. Foram as mudanças da CBF para as próximas rodadas do Brasileirão. Os clubes aprovaram a medida. Mas a CBF não falou nada das partidas do meio de semana, 10 da noite. E se fosse você, o que faria?
Dura realidade de um futebol campeão. Os estádios que o Brasil vai oferecer para a Copa de 2014 vão ficar fechados por quase um ano, depois do mundial. Vão precisar de reformas para se adequar à nossa triste realidade. Sim, porque pela FIFA, nem alambrado pode existir. E pelo Brasil nem o fosso é suficiente para conter os vândalos. Dá vergonha, não? E você como se sente?

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Feliz aniversário. Os 80 anos de um Lobo campeão.

80 anos de um dos maiores brasileiros entre todos os brasileiros.

Filho de um vendedor de tecidos, ele nasceu em Maceió, nas Alagoas.  Com oito meses de idade foi levado ao Rio de Janeiro.  A família buscava a cidade grande atrás de melhores dias. O menino Mário sonhou ser piloto de avião, ainda nos primeiros impulsos de quem planejava grandes vôos. O tempo foi passando, as asas deram lugar aos números e ele se formou, com os pés no chão, em técnico de contabilidade.
Na escola, o menino Mário destacava-se nos estudos, e também nos esportes. No tênis de mesa, logo se sobressaiu junto aos colegas. Tentou a natação e teve mesmo desempenho de sucesso. Mas como todo menino, na infância, foi apresentado a uma bola de futebol.
O pai bancou os primeiros chutes. Alias, muito além dos primeiros. E o tempo passou e a habilidade conspirou a favor do menino Mário. Do clube aonde foi sócio até chegar a um time profissional, foi rápido. Mas não foi fácil. Naquele tempo, ser jogador de futebol era sinônimo de ser um desocupado. Não havia prestígio ou dinheiro, naquele tempo.
Até para começar o namoro com aquela que seria sua cara metade, para sempre, Mário precisou mentir – ou melhor – ocultar a carreira que havia escolhido. Mário era habilidoso nisso também.
A camisa 10 caiu-lhe como uma luva. Mas a 10 tornava difícil o sonho de chegar à seleção brasileira. A concorrência era grande demais, falava consigo mesmo. E chegar à seleção, já era o sonho do jovem Mário. Por isso, usou a camisa 11.
Com a 11, chegou à seleção. Chegou para marcar sua história para sempre. Como jogador, ganhou duas Copas do Mundo. No total, participou de 7. No total, ganhou 4 delas. Mário, a gente tem que te engolir. Não foi essa sua frase de maior sucesso? Mario Jorge Lobo Zagallo. H  Neste dia 09 de Agosto, o mestre Zagallo completa 80 anos de vida. Um dos maiores brasileiros entre todos os brasileiros. Zagallo é um símbolo, um fenômeno, é alguém que teve orgulho de vestir a camisa da nossa seleção, como poucos. E fez isso com maestria. O menino que sonhou ser piloto voou onde, talvez, nenhum outro esportista ouse chegar.