sábado, 7 de dezembro de 2013

Calor obriga FIFA a mudar horário da Copa

A entidade máxima do futebol acaba de confirmar que cedeu as reclamações das seleções, sobretudo européias, e alterou os horários de diversas partidas do mundial no Brasil. Acompanhe o calendário das alterações. 

Saturday 14 June

Côte d'Ivoire-Japan, 22:00 (from 19:00) in Recife
England-Italy, 18:00 (from 21:00) in Manaus - similar conditions as at 21:00

Wednesday 18 June

Cameroon-Croatia, 18:00 (from 15:00) in Manaus
Spain-Chile, 16:00 (from 19:00) in Rio de Janeiro

Sunday 22 June 

USA-Portugal, 18:00 (from 15:00) in Manaus
Belgium-Russia, 13:00 (from 19:00) in Rio de Janeiro
Korea Republic-Algeria, 16:00 (from 13:00) in Porto Alegre

Uma desculpa a menos para quem tropeçar em suas próprias pernas. Lembrando que em 1994, nos Estados Unidos, brasileiros e italianos fritaram numa final marcada ( e mantida ) para 12:00 num calor sobrenatural. 

E bola para frente. 

segunda-feira, 6 de maio de 2013

O futebol evoluiu, os penaltis não.

A bola é cada vez mais leve, portanto ganha mais velocidade. As chuteiras são cada vez mais sofisticadas, portanto permitem melhor desempenho ao batedor. Mas o goleiro, não. Esse segue proibido de mover-se além da linha fatal. Geralmente, se cumpre a regra, está fadado ao fracasso. Resumo da ópera. O futebol evoluiu, mas as regras dos penaltis seguem tão arcaicas quanto a maior parte dos dirigentes do futebol mundial.
Alguns vão dizer que estou escrevendo aqui para defender Rogério Ceni, no penalti da confusão no último final de semana. Não, juro que não é isso. Rogério Ceni é tão culpado quanto todos os outros goleiros que tentam freneticamente reverter uma história com final feliz, para os atacantes. Goleiro que não se adianta, nem adianta, não vai salvar seu time. Rafael, do Santos, tinha feito a mesma coisa, na véspera. E levou seu time à decisão do paulistão 2013. Cássio também, diga-se de passagem. "Adiantei menos do que ele. Eu adiantei só um pouquinho", confessou o vitorioso arqueiro, momentos depois de ajudar seu time chegar à final do Paulistão.
Se a regra for aplicada, se Corinthians e Santos decidirem nos penaltis, quantos penaltis "vão voltar", pelo fato dos goleiros terem se adiantado nas cobranças ? Se a ultrapassada regra for seguida à risca, vários deles serão cobrados novamente.
O juiz de domingo acertou. Erram todos aqueles que não julgam necessário mudar as regras. Ou então, que tirem os goleiros e deixem os cobradores executarem o tiro na marca fatal. Cuidem, apenas, para que eles não errem o alvo, mesmo assim. Alguns erraram, com os goleiros adiantados e tudo. Mas é o futebol. Não tivesse polêmica e os 90 minutos teriam ficado para trás. Ninguém mais estaria comentando.
Mas volto a dizer. Parabéns ao árbitro de domingo. Rogério Ceni apostou suas fichas de que ele não teria coragem de voltar o último penalti da sequência. Acertou na defesa, errou na decisão. Azar de Rogério Ceni e sorte de Cássio. Agora, não adianta lamentar.
Rogério Ceni comemora 100º na vitória contra o Corinthians

Cássio em entrevista especial como campeão mundial

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Surra ao Barcelona descera a Imigrantes ?

Há quem aposte num mecanismo obvio para desviar o foco após um tropeço, uma noticia bomba que possa fazer mais barulho que o tropeço propriamente dito. E a contratação de Neymar cumpriria muito bem esse papel. Ou nao?
Eu conversei, há uma semana, com a revelação Santista. Neymar me garantiu que vai cumprir seu contrato com o Santos até o final, em 2014.
Mas eh claro que dinheiro d circunstancias podem alterar o futuro. Aguardemos novas investidas.
Seria um antídoto a uma bomba que explodiu em Barcelona após os 4 a 0 para o Bayern, fazendo explodir as estruturas da vila Belmiro. Esperemos.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Vergonha olímpica nas argolas. Mas nao apenas nelas.

Acompanhei o desabafo do ginasta Artur Zanetti, nosso medalha de ouro na ultima olimpíada. Nosso? Sem apoio, o campeão nas argolas, diz que pode defender outra nação no Rio 2016. Tudo, pela suprema falta de apoio do Comitê Olímpico Brasileiro que enriquece, mas nao eh capaz de ir além da distribuição de migalhas aos nossos principais nomes do esporte brasileiro. A maioria dos quais alias, conquistaram posição de destaque por méritos individuais e nao através do suporte das entidades que eles representam.
Seria mais uma vergonha se o nosso Zanetti, no pais olímpico, subisse as argolas com o uniforme de outra nação. Subiríamos ao mais alto degrau da nossa incompetência e insensatez.
Nao eh a primeira vez que ginastas reclamam do tratamento recebido do COB. Esportes individuais tem essa facilidade. Esportes de grupo reúnem varias mensalidades e interesses. Parabéns e boa sorte, Artur.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Paulistão 2013. Será que os mandantes vão mandar ?

No duelo caipira tem Mogi e Botafogo, em Mogi Mirim. Vai ser equilibrado, mas apostaria minhas fichas no mandante. Um time SRM estrelas, mas com boa aplicação tática e um jovem e promissor comandante: Dado Cavalcanti que tem apenas 30 anos de idade.
São Paulo, mesmo com duelos decisivos pela libertadores, nao deve ter problemas contra o bom penapolense.
Ponte e Corinthians, se fosse na loteria esportiva, marcaria jogo triplo. O Corinthians eh o afinado campeão do mundo e a macaca, o time que menos perdeu no campeonato.
Pela pressão e suas dificuldades, o Palmeiras tem menos chance que o mandante Santos. Mas o peixe tem sido irregular. O Palmeiras, de vez em quando também surpreende positivamente. Outro jogo triplo, com ligeira vantagem para Neymar e companhia.
Copa do Brasil para uns e libertadores para outros devem aumentar o grau de dificuldade e a emoção desses confrontos.


domingo, 21 de abril de 2013

Ganso. Uma referencia no Sao Paulo

O desempenho contra o Atletico MG pela Libertadores, transformou Ganso numa referencia aos mais jovens, no tricolor. A aplicação nos treinos e a humildade para ouvir e obedecer seus comandados, tem sido a mola propulsora da comissão técnica aos demais atletas do grupo, sobretudo os mais jovens.
Hoje, contra o Mogi Mirim, num elenco recheado de emergentes, veremos o quanto essa conversa foi importante Aguardemos.

sexta-feira, 1 de março de 2013

QUE EU VI, EM CAMPO, FOI O MAIOR. PARABÉNS, ZICO...

"Azar o seu que não viu Pelé jogar, ao vivo. Eu vi". Zico me disse essa frase há alguns meses, quando tive a imensa oportunidade de fazer mais uma entrevista com ele. Um ser humano espetacular, sem estrelismo - e teria motivos para isso - sem arrogância, sem ignorar qualquer pedido para uma foto, um autógrafo, um abraço.
O Galinho de Quintino foi um dos maiores atletas do mundo. A minha idade não permitiu ver Pelé, em campo. Naturalmente que o Rei do Futebol foi maior, aos olhos da humanindade. Mas eu vi Zico em campo, estava no estádio. E sempre me dava prazer vê-lo jogar. Agora, o admiro como pessoa, como ser humano "comum", com um ex-atleta.

A humildade não se mede pelo talento ou pelas conquistas. Mas sim pelo caráter. E essa é mais uma lição que o eterno camisa 10 do Flamengo deixa à todos: jornalistas, atletas, dirigentes, ex-atletas, enfim. Nesse bate papo ao lado (com o amigo de profissão, Márcio Campos) uma conversa que foi muito além daquela pela qual nos preparamos. Zico falou da vida pessoal, da seleção brasileira - um capítulo à parte foi a Copa de 82, quando perdemos para a Itália - e, pasmem, nem tocamos no assunto Copa de 86, quando Zico perdeu um penalti contra a França e nos penaltis fomos eliminados pelos Europeus. Deixa para lá.

Lembrei à ele do Canal 100. Nos meus tempos de juventude, não perdia uma sessão de cinema. O Canal 100 exibia, sempre, grandes lances do futebol do Rio de Janeiro. Quase sempre, genialidades do Galinho. As exibições eram antes dos filmes começarem. Por várias vezes eu ficava até minutos antes de começar a sessão seguinte, para ver Zico, de novo. Ele se divertiu. A gente mais ainda, com certeza. Esse gênio do futebol está fazendo 60 anos. Certas pessoas não deveriam (não poderiam) envelhecer. Queria, para sempre, vê-lo em campo. Lembro-me de uma frase marcante de Luciano do Vale, o mestre da narração esportiva. "Não há palavras para descrever o gol de Zico". Falei sobre isso com ele. "Se ele que tem o dom das palavras não às encontrou, vou dizer o que?". Eu acrescento, Zico. "Não há palavras para agradecer ter tido a chance de, mais uma vez, estar perto de uma das maiores satisfações dos tempos de menino". Ele é o "culpado" pela paixão que tenho pelo futebol. Um "GG", gênio e gentleman. Parabéns, Galinho.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Deixem o Palestra em paz, burocratas.

Gilberto Kassab. Café com promessa.
Ainda me lembro do então prefeito Gilberto Kassab em visita ao Palestra Itália, prometendo que iria intervir no alvará para o novo estádio do Palmeiras. A intervenção não veio e a construtora parecia prever que não passaria de uma promessa política, mais uma.
E assim seguiu-se a rotina. Parte de um dos anéis foi mantida para caracterizar reforma e não obra nova. Elevou o custo, fez-se uma reengenharia do local, atrasará a obra. Mas tocou-se adiante, para que os compromissos, não políticos, fossem - esses sim - honrados.

E agora vem a justiça para intervir, para averiguar. E porque não dizer, para atrapalhar o que vai de vento em poupa. Para dizer a verdade, não é preciso um perito para verificar o que está ali, estampado para qualquer leigo ver: a construtora manteve parte do anel do estádio, exatamente para evitar esses dissabores. E a burocracia entra em campo, outra vez.
Não há nada mais importante para fazer ? Será que as intervenções por conta do impacto de outras obras está indo à contento? Falo do Shopping ao lado, do bairro novo que está surgindo após a ponte da Avenida Pompéia, da mudança na lei de zoneamento que agora permite a construção de enormes (e caros) edifícios residenciais próximos ao Parque da Água Branca. Ora, há mais o que fazer do que atrapalhar o que está sendo feito dentro das regras. Ainda que as regras tenham sido equivocadas, movidas por interesses diversos que a gente imagina e não pode provar, portanto, não se pode escrever.

Alô, Conmebol, tem alguém aí ?

A exemplo das entidades máximas do futebol, cada qual à sua esfera, a Conmnebol parece formada por um grupo de amigos que envelheceu no poder e no poder vai se eternizando. Não quero julgar aqui o mérito da questão, se há ou não razão na proibição da presença de torcedores nos jogos do Corinthians na Libertadores. Não é esse o caso. O caso é que a entidade teria que ter, ao meu ver, julgado o mérito da questão. Não fez isso. 
Nicolás Leoz, presidente da Conmebol.
Não há maior desrespeito ao código do torcedor do que ele não saber se poderá ou não acompanhar os jogos com os ingressos pelos quais ele já pagou. Ora, julgue-se o mérito imediatamente e, à partir daí, os torcedores poderiam pedir ressarcimento (ou não) por eventuais prejuízos.

Não entendo a morosidade da Conmebol. Como não entendo a agressividade de muitos torcedores. O futebol, que há muito deixo de ser paixão para ser violência e dinheiro, sobrevive porque ele é um forte. Ele é o futebol. Mas temo pelo futuro.

E o Palmeiras nem viu...

Ele tem 21 anos de idade. É meia esquerda. Fez muito sucesso no futebol do Qatar. E poderia ter feito história com a camisa do Palmeiras. Passou seis meses no time B do Palmeiras e, sequer, foi relacionado para um coletivo junto ao time principal. Isso tudo, no auge da crise alviverde, ano passado. Crise que culminou com o rebaixamento da equipe no Campeonato Brasileiro. Crise que fez com que até um assessor de imprensa fosse chamado pela comissão técnica por falta de jogadores no elenco. E Netinho estava lá, todo o tempo, esperando por uma oportunidade. E a oportunidade não veio. E agora, ele está pronto para reescrever sua história.

Deixar o futebol do Qatar foi uma decisão particular de Netinho. Seu clube não queria libera-lo, pelo contrário. A idéia era naturalizar o alagoano. Mas ele não quis. Quis voltar à pátria para mostrar, aqui, sua capacidade. E o Palmeiras nem viu.

Netinho vai jogar a série A-dois do Campeonato Paulista pelo Rio Branco de Americana, equipe que está se reforçando com grandes atletas e, certamente, vai lutar pelo acesso à elite do futebol nacional. E junto com ela, está Netinho.

O jogo de estréia dele vai ser transmitido pela RedeTV no mês de março, dia 17, contra a Portuguesa, no Canindé. Não se assuste se, rapidamente, ele chamar a atenção de grandes clubes do futebol brasileiro. E ele estava no Palmeiras e o Palmeiras nem viu. O contrato de Netinho com a equipe de Americana vai até o final do Campeonato Paulista. Aguardemos.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

ACABAR COM OS CLÁSSICOS NO FIM É O FIM. SINALIZAMOS INCOMPETÊNCIA.

A decisão da CBF de acabar com os clássicos regionais nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro mostra a total incompetência das nossas autoridades para enfrentar a violência das torcidas no nosso futebol. Pelo que soube, as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, à pedido da Polícia Militar, não comportam dois clássicos nos mesmos dias e horários. Então, para não serem obrigados a transferir partidas importantes para o interior, deu-se a medida.

Ora, amigos. Estamos diante do atestado claro da total incompetência das nossas autoridades para acabar com as gangs, com o vandalismo, com a violência que contaminou sem pena, o esporte mais popular do país. Ou não é isso ?

Sinalizamos, uma vez mais, que aquele sinalizador que matou o menino boliviano não foi obra do acaso. Foi obra de uma impunidade que nossas autoridades não conseguem mais conter. Não adianta acabar com as torcidas organizadas. Elas se encontrariam longe das praças esportivas para dar vazão ao seu lado desumano.

O país da Copa do Mundo, da Olimpíada, dá sinais claros de que não tem controle sobre suas pessoas e, claramente, somos todos vítimas em potencial de uma violência gratuita. Basta que estejamos no local errado e na hora errada. E quantos, inocentes, não estão em locais certos, mas cercados de pessoas erradas, imbuidas de intenções deturpadas ? O pequeno Kevin foi apenas mais uma das vítimas.

E se a justiça da Bolívia é mais rigorosa que a do Brasil, não há muito mais o que acrescentar. Estamos perdendo o jogo pela vida, pela paz. E de goleada.

segunda-feira, 12 de março de 2012

ENTRE BARCOS E MARCOS. UMA HISTÓRIA QUE SE ESCREVE...

O “B” e o “M” de dois personagens distintos. Marcos e Barcos não chegaram sequer a treinar juntos. Mas têm uma história com paralelos que talvez nunca se encontrem, ainda assim vale o registro. Lá se foi o ídolo Marcos e ao aposentar as luvas deixou órfã de ídolo uma nação carente de grandes títulos nos últimos anos. O outro chegou e na contramão da lógica, prometendo uma marca considerável de 27 gols na temporada. Para  piorar, é argentino o que sempre aguça a já estratosférica rivalidade entre as duas nações. Pois o tempo de um passou e o do outro está apenas se iniciando, mas os paralelos se traçam.

Ainda é cedo para dizer que Barcos vai ser um novo ídolo dessa legião de apaixonados. Mas o que se vêm em relação ao argentino Barcos é de impressionar. Ele não chegou a uma dezena de jogos com a camisa alviverde, mesmo assim é reverenciado de pé pelos torcedores.  Muito pelos seus gols, é verdade. Mas que seja pelos gols, importante é ter uma referência e, se nada der errado, ele segue em passos largos para ser o que está parecendo: caminha para marcar época na equipe do Palmeiras.

Prometeu os 27 gols, faltam “apenas”20. Se imaginar que a Copa do Brasil inteira, as fases agudas do Paulistão e as 38 rodadas do Brasileirão ainda estão por chegar, ele deve atingir essa marca sem grandes problemas. E agora, ainda ganha outro ingrediente. Ele parece ser um cara carismático. Lançou na Band, no Programa Jogo Aberto, o desafio de imitar um pirata ao marcar um gol na partida seguinte que teria pela frente. Não marcou um, marcou dois. Não imitou Pirata uma vez, imitou duas vezes. E me confidenciou que vai adotar a marca para comemorar seus feitos daqui em diante. Não vai demorar e máscaras com esse tipo de comemoração vão pipocar pelos jogos do Palmeiras. Não sei se a diretoria estava pensando assim quando trouxe o argentino. Certo é que atirou num alvo e acertou outro bem maior. Basta, agora, trabalhar corretamente. Há um diamante nas mãos verdes. Tomem conta do pirata porque ele pode escrever uma história parecida com aquela que o maior ídolo escreveu.  Entre Barcos e Marcos se reescreve uma história.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Para vítimas da Cracolândia e para o Imperador.

Reservadas as proporções, estamos diante do mesmo drama. Pessoas que encontram nas ruas e nas drogas uma alternativa para a “sobrevivência” precisam de ajuda, é claro isso. Ninguém está ali mutilando sua própria existência sem que haja uma doença, um trauma, uma desconexão entre o lógico e o irreal. As mãos fortes da repressão precisam dar espaço às mãos afáveis do questionamento: como evitar que esse ciclo continue? E não basta perguntar, é preciso fazer. Traço, aqui, um paralelo com o Imperador, Adriano.
Alguém, em sã consciência, abandonaria a vida em Roma para trajar-se como um “Rambo rebelde” nos morros da Vila Cruzeiro no Rio de Janeiro? Quem de nós trocaria a certeza de bons contratos – que ele merece pelo futebol que já mostrou que tem – por um contrato de risco no Brasil, sem a certeza de que pode sozinho, manter-se de pé?
“Eu sou forte e vou dar a volta por cima” foi trecho da declaração de Adriano momentos depois de fazer o seu gol na reta decisiva do Brasileirão do ano passado. Gol único, única certeza: ele é realmente forte. Talvez, o atacante com mais chance de vencer um “jogo de corpo” com a zaga adversária, em todo o país. Mas a força física não é a força de que Adriano mais precisa agora. Ele precisa, na verdade, que lhe estendam a mão.
Agressão à namorada, o tiro dentro do carro dele, o fato de dirigir embriagado, a dificuldade para perder peso, a briga para manter-se longe das páginas policiais. Basta um mínimo de sensibilidade para perceber que o império está ruindo. Adriano, sozinho, vai perder essa batalha.  Não devemos virar as costas para as vítimas da Cracolândia. Elas vão arrumar outro esconderijo para a alto-mutilação. Se virarmos as costas ao Imperador, a Vila Cruzeiro o aguardará de braços abertos. E lá, o futuro incerto se transformará rapidamente num futuro inexistente.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

E se o Messi fosse brasileiro?

E se o Messi fosse brasileiro?
Ouço pelos quatro cantos do “pequeno mundo” que a internet me permite navegar e ecoam elogios ao futebol do Barcelona, o melhor time do mundo. Não que não mereça esses afagos, não é isso. Mas eu quero ir um pouco mais além.
Não somos nós, brasileiros, que gritamos, berramos, suplicamos, para que nossas estrelas não sejam traficadas para o exterior, sob pena de empobrecimento do nosso rico futebol? Não somos nós que vibramos quando o Santos fez malabarismo financeiro para segurar suas grandes estrelas: Neymar e Paulo Henrique Ganso?  Aí é que está a contradição entre o “querer bem” e o “fazer bem”.
Pense comigo. E se o Messi fosse brasileiro? Ora, o melhor jogador do mundo – e deve ser eleito outra vez – foi tirado de sua pátria ainda criança, certamente sem entender o quão órfão deixaria sua terra natal. Depois de Maradona, disparado, Lionel Messi é a grande estrela (e orgulho) dos nossos irmãos aqui da América do Sul. E o que fez o Barcelona? Fez pensar somente em si mesmo.
Os euros, embora cambaleantes, ainda empinam suas narinas arrogantes sobre o chamado “terceiro mundo”, e compram o que bem entendem. Por isso, a derrota do Santos, foi ainda mais elástica e dolorida do que aquela que abateu boa parte dos patriotas brasileiros, independentemente da cor e do distintivo que carregam no peito. Perde-se um pouco do projeto “auto-estima”.
Não tem problema. Na economia e no futebol, damos sinais de recuperação. Vai chegar um dia em que vamos brigar de igual para igual com as grandes potências. Quero estar vivo para assistir a isso tudo. Ganhar ou perder vai ser questão mínima. Igualdade de condições é tudo.
Tudo bem que eles recebem 10 mil visitantes por dia no Camp Nou, para tour no estádio, na loja e no museu. Mas lá no museu tem gente da gente. Tem Messi, Ronaldinho Gaúcho, tem o Fenômeno. Ou já se esqueceram que o Ronaldo – artilheiro de todas as copas – passou a maior parte da vida de atleta longe do Brasil ? E se o Messi fosse brasileiro, a história estaria se repetindo.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Nem o Playstation faria melhor. Santos e Barça vem aí.

Nem o Playstation faria melhor. Santos e Barça vem aí.
Na geração dos games perfeitos, do qual sou um intruso porque a idade me distanciou dessas descobertas, posso dizer que Santos e Barcelona vai ser um duelo de superação dos próprios “Steve Jobins” da vida. O toque de bola dos europeus atinge níveis irritantes de perfeição que nem o Playstation foi capaz de admitir em seus clássicos fictícios. E o Santos, de Neymar, Ganso e companhia, se não tem a mesma perfeição na posse da bola, esbanja improviso nos lances geniais do menino do topete aguçado. Aliás, até aquela “crista” reluzente parece coisa da cabeça dos gênios da cibernética e não do mundo real. Mas é real e estará nas nossas telas, domingo, para que possamos nos deliciar.
Queria torcer pelo Barcelona, mas de coração, não vou conseguir. O patriotismo e principalmente a amizade – principalmente, mesmo – com alguns dos brasileiros que compõem o esquadrão santista, me fazem estar “do outro lado”.
Uma vitória do Santos pode representar uma vitória do “novo futebol brasileiro”. Aquele que aposta na filosofia de revelar jogadores e mais que isso: segura-los aqui, à despeito dos imponentes euros que, pasmem, já não andam lá tão bem das pernas como outrora.
 E seria bom mesmo que o Santos vencesse o duelo para mostrar que não existe a perfeição, nem nas invenções e muito menos no mundo da realidade. Time imbatível é aquele que, no máximo, surpreendeu à todos com uma inesperada derrota. E que ela venha domingo.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Sócrates e o Pacaembu e o título brasileiro.

40 mil pessoas com o braço direito erguido, punho cerrado e muita emoção. Começou assim a história do primeiro titulo nacional do Corinthians jogando naquela que foi sua casa ao longo de toda a história. Era a despedida, a homenagem, o adeus à Sócrates, o símbolo maior de uma historia de popularidade, democracia, amor pelo Corinthians.
90 e poucos minutos depois, eram 40 mil pessoas com os dois braços erguidos e com o grito solto para que todos pudessem ouvir. Corinthians campeão. Campeão brasileiro pela quinta vez. Não foi com vitória contra seu maior rival. Aliás, o Corinthians conquistou o titulo sem ter vencido o Palmeiras já que havia perdido no jogo de ida, dois a um. Mas quem se importa?  O empate serviu também porque no Rio de Janeiro também empataram, Flamengo e Vasco da Gama. E o empate não servia ao Vasco.
Foi dia de Sócrates dizer adeus do Pacaembu agradecer o primeiro titulo nacional,do corintiano lavar a alma. Ganhou o campeonato brasileiro aquele time que liderou a competição por mais vezes. O Vasco que poderia não estar nem aí, já que venceu a Copa do Brasil e já estava na Libertadores 2012, valorizou ainda mais essa conquista.
Por falar em Libertadores, Corinthians, Santos, Vasco, Fluminense  e Flamengo estarão lá. O internacional disputará a pré-libertadores. Acaba o brasileirão de 2011. Com alívio para o Cruzeiro que goleou o rival e se livrou da degola. Na serie b de 2012 estarão ceara, atlético paranaense, Avai e America de minas. O brasileirão chega ao fim.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Treinador vira presente de Papai Noel

Não acabou a temporada 2011. Ainda tem time que pode cair, ainda tem time que pode ser campeão brasileiro, ainda tem time que pode se garantir na próxima Libertadores. Em meio a tudo isso, o grande presente de Natal para o torcedor parece que já foi encomendado: um novo treinador para o seu time de coração. Osvaldo de Oliveira pode, finalmente, voltar ao Brasil. Seria o novo treinador do Botafogo que dispensou Caio Júnior na reta final do Brasileirão. Caio Júnior que deve ser embrulhado para presente e chegar no Estádio Olímpico para dirigir o Grêmio de Porto Alegre. Grêmio que disse adeus à Celso Roth. Celso Roth que, pelo que eu saiba, vai passar o natal sem grandes dores de cabeça e sem nenhum time para dirigir.
Para completar o ciclo dos presentinhos, falta o do São Paulo. O Juvenal renovou com o Emerson Leão.  Leão renova, Rivaldo sobra. O experiente jogador vai ser dispensado pela diretoria. Como se fosse o grande culpado pelos deslizes do tricolor na temporada atual.
E vem o final de semana da rodada decisiva. E 2011 já parece encerrado, enterrado, ultrapassado. Tanto que a CBF já anuncia suas mudanças. Ronaldo no Comitê Local da Copa do Mundo de 2014 e um novo calendário para o futebol brasileiro em 2013. Entre as mudanças, a principal: a Copa do Brasil passa a ser disputada no segundo semestre, junto com o Campeonato brasileiro.  Tem tudo para dar certo, se vai, só veremos na prática.  Corinthians ou Vasco da Gama ? Já tem sua opinião ? De domingo não passa.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O Beckenbauer brasileiro

Nas próximas horas o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, pode oficializar, em entrevista coletiva, o ex-jogador Ronaldo (o Fenômeno) como o responsável pelo COL – Comitê Olímpico Local para a Copa do Mundo de 2014. Ronaldo começaria a trilhar um caminho semelhante ao do ex-atleta Franz Beckenbauer, também campeão do mundo e um dos maiores jogadores da história da Alemanha. Tomara que ele tenha o mesmo sucesso.
Cada um escreve sua própria história. O atacante Marcelinho Paraíba que há poucos dias comemorou o acesso junto ao Sport de Recife – como um dos principais jogadores do elenco – foi preso no estado da Paraíba. Acusação de tentativa de estupro. Tem coisas que poderiam ser evitar, é ou não é?
Emerson Leão deve continuar no comando do São Paulo para a temporada 2012. Pelo menos essa é a especulação, mesmo sem sabermos se a equipe estará na Libertadores, ano que vem. Isso é que é confiança, hem Juvenal?
A outra decisão de um domingo cheio de novos campeões. Vinte mil torcedores devem acompanhar a disputa do titulo da Serie C entre Joinvile e CRB de Alagoas, em Santa Catarina. No jogo de ida os catarinenses ganharam em Maceió por 3 a 1. Estão com as duas mãos na taça. Só falta levantar. Mas como é futebol, esperar é aconselhável.
Eurico Miranda reapareceu. Para dizer que a tabela do campeonato brasileiro favoreceu o Corinthians. Será que já entregou os pontos, antes da rodada decisiva? Calma, Doutor Eurico. Falando em Vasco, foi até onde deu na Sulamericana. Os chilenos foram melhores e o Vasco que pense, agora, no Flamengo. E no Corinthians e no Palmeiras também, claro.

Oxente, vão entregar a rapadura?

Botar os clássicos regionais para as ultimas rodadas do campeonato brasileiro enfrenta o seu primeiro contratempo. Há quem afirme que o Bahia – livre do risco de rebaixamento – vai, digamos, facilitar a vida do Ceará, domingo, para que os “irmãos nordestinos” possam se livrar da queda para a série B do ano que vem.  É o temor do Cruzeiro que enfrenta seu maior inimigo, precisando vencer e não seria nada mal um tropeço da equipe cearense.  É evidente que o Atlético Mineiro, nem em pesadelo, imagina fazer o mesmo com a equipe celeste. Será que vai ter isso? Vão entregar a rapadura? Aguardemos os acontecimentos.
Quando o goleiro Marcos vai pendurar as luvas definitivamente? Essa é uma das maiores dúvidas dos jornalistas esportivos que cobrem o dia a dia do futebol em São Paulo. E podem ter certeza de que não somos os únicos. O próprio goleiro tem dito que não sabe onde e quando jogará oficialmente pela última vez. Não deve demorar. A única certeza é de que um ídolo como Marcos não terá um substituto imediato. Alias, se é que um dia terá. Figuras assim sempre farão falta.
Língua solta dá problema. Agora, os dedos soltos também. Neymar acaba de ser condenado a pagar R$ 15 mil reais ao arbitro Sandro Meira Ricci por conta de ofensas dirigidas à ele através do twitter do jogador.  Até onde sei, trata-se de um caso inédito. Portanto, cuidado com o que você digita. Sempre tem alguém olhando. Depois dessa, muita gente vai botar os dedinhos de molho.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Até onde vai o temor de um taxista corintiano.

Há quem diga que o título de campeão brasileiro do Corinthians “subiu no telhado” depois dos resultados do final de semana. Outros acham que a festa foi apenas adiada. O fato é que os nervos estão à flor da pele. Nas primeiras horas desta terça-feira, peguei um taxi após cumprir meu último compromisso do dia. Eis que o taxista que me levava para casa resolveu jogar suas últimas prosas sobre o assunto já batido durante as últimas conversas pelas ruas da cidade. Disse-me o tal condutor. “Estou com medo é do Flamengo, ou melhor, do goleiro do Flamengo. O Felipe tem uma mágoa antiga do Corinthians e se ele puder, entrega o jogo para o Vasco”. Lembrei a ele que não bata uma vitória do Flamengo. Se o Corinthians ganhar do Palmeiras, é campeão, independentemente dos outros jogos. O taxista respondeu: “é esse o problema”. Respeito pelo arquirrival é algo que existe, mesmo. Tem 17 anos que essas duas forças não decidem um campeonato brasileiro. Domingo vai pegar fogo, tomara que apenas literalmente.
“Ganhar do Palmeiras é a melhor coisa do mundo”, diz o presidente do Corinthians, Andrés Sanches. O problema é que o Palmeiras tem a mesma linha de pensamento. Guardar clássicos para as ultimas rodadas talvez tenha sido o grande mérito da CBF.  Mas isso dá trabalho e dor de cabeça. Tanto que os clássicos “menos importantes” saíram das capitais. Fluminense e Botafogo jogam em Volta Redonda. Santos e São Paulo se enfrentam em Mogi Mirim. Seria um temor juntar as 4 grandes torcidas do Rio e as 4 grandes de São Paulo num mesmo espaço.
Morreu aos 22 anos, vítima de câncer, o zagueiro Gustavo Valezzi, do Bragantino. É impressionante como a doença não escolhe idade, atletas ou não. Ele vinha lutando havia dois anos contra a doença. Perdeu a batalha.